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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Capitulo 130: A Primeira Surpresa (DUG: 4ª Season – Parte VII)

A primeira noite com todos em casa, meu pai voltara do hospital; estava bem, mas em silêncio. Pela primeira vez a casa estava com um ar de humildade, acho que a experiência de uma situação traumática mexe com as pessoas. Acabamos por ficar mais simples, ou mudamos ou nunca mudamos... Como milho de pipoca ao fogo: Ou passa pela prova e se transforma em algo a mais, ou se fecha em si e nunca deixa de ser milho, o conhecido “piruá”. A vida é assim, um dia ou outro, passamos pelo fogo... E esta prova só tem sentido mediante a doação e ao amor, como já dizia Martin Luther King: “Cada dia é o dia do julgamento, e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida. A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo. Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: O que fiz hoje pelos outros? (...)”.

Estou, como sempre, deitado no escuro do meu quarto esperando o sono chegar. A luz da lua entra pela porta da sacada e me ilumina na cama. Eis que ouço um barulho no vidro. Nem me movo; não me importei. Outro barulho e depois mais outro. Parecia que pedras estavam sendo jogadas sobre o vidro da parta da sacada. Olho para a porta e me levanto. Caminho lentamente até a origem dos sons. Estou apenas de camiseta cinza e cueca branca. Ao me aproximar abro a porta e olho ao redor, não há nada. Então prossigo mais adiante e me debruço no parapeito para olhar abaixo. Lá estava ele, todo bobo sorrindo, Cadu. E com as mãos cheias de pedrinhas, levantando o olhar e suas sobrancelhas, com um sorriso de gato malandro me disse:

– Jogue as tranças Rapunzel! srrssr
– Cadu, você é louco, sabe que horas são? – falei baixinho com ele para não acordar ninguém.
– Sim, hora de amar o meu amor.
– Que coisa mais redundante, srsrsr. O que deu em você para vir aqui e jogar pedras no meu vidro? Porque não veio mais cedo, ou porque não apertou a campainha? Aconteceu algo?
– Calma Bebe... Vim realizar seu sonho: dar-te uma noite de amor, como nos cinemas. Não desejou isso no réveillon?
– Não acredito que guardou isso, srsrs. – cai na risada, mas tampei a boca para ninguém ouvir ou acordar, então continuei a conversar... – Tudo bem meu príncipe, e em que filme nos estamos? Porque Sou macho de mais para ser Rapunzel, e quero algo sério, nada de ficarmos “enrolados”.
– Feche os olhos e você descobrirá.
– lá vem você com suas idéias, rs... – Eu meio que hesitei de começo, mas ao olhar para ele tão confiante, me mirando firme, apesar de estar com um sorriso safado no rosto, percebi que ele falava serio; e curioso como sou fechei meus olhos para descobrir do que o meu amor seria capaz. – Ok, estão fechados! E agora?...

Passou um tempo em silencio, eu não ouvia nada. Então disse baixinho:
– Cadu cadê você? Já posso abrir? – e ele não me respondeu – Você está ai? Eu vou abrir os olhos se não responder... Mor cadê... – então abri os olhos falando estas palavras, e antes que eu terminasse a fala me deparei com ele na minha frente pendurado na sacada. Ele estava ali a um tempo já, só me admirando, acredita?
– Estou aqui amor... Contemplando a face esculpida pelas mãos de Deus! – Então uma de suas mãos encosta-se a meu rosto, enquanto a outra o segura na sacada, e citando versos de Shakespeare continuou – “Se minha mão profana o relicário em remissão aceito a penitência: meu lábio, peregrino solitário, demonstrará, com sobra, reverência”. – E então ele se ergueu de modo a se aproximar mais de mim e me beijou docemente.
Eu como devorador de livros que sou, logo percebi que se tratava de Romeu e Julieta, então entrei na ideia de meu amor e continuei dizendo como Julieta:
– “Ofendeis vossa mão, bom peregrino, que se mostrou devota e reverente. Nas mãos dos santos pega o paladino. Esse é o beijo mais santo e conveniente”.
– “Os santos e os devotos não têm boca”?
– “Sim, peregrino, só para orações”.
– “Deixai, então, ó santo! que esta boca mostre o caminho certo aos corações”.
– “Sem se mexer, o santo exalça o voto”.
– “Então fica quietinho: eis o devoto. Em tua boca me limpo dos pecados” – E assim ele voltou a me beijar, só que desta vez mais profundamente.
– “Que passaram, assim, para meus lábios” – disse eu ao meu romeu.
– “Pecados meus? Oh! Quero-os retornados. Devolve-mos” – E voltou a me beijar com um leve sorriso nos lábios.
– “Beijais tal qual os sábios” – E dito isso dei lhe um sorriso aberto e envergonhado.
Com as mãos fechados e com o dedo em forma de letra “X”, representado pelas Linguagem dos Surdos, ele acariciou-me a face com seu dedo, e disse-me:
– Você é lindo sabia?
– E você é um louco, vamos suba antes que caia. O que você pensa que é Peter Park, ou coisa assim?

E subindo pra dentro da sacada ele limpou a poeira de seu corpo, e me vendo entrar pra dentro do quarto me respondeu:
– Não, eu sou o seu Romeu... como já percebeu.
Eu ainda de costas para ele parei de adentrar meu recinto de descanso e sorri, pois achei tão fofo, então depois de um rápido momento me voltei a ele e disse:
– Então vem meu Romeu, e dê-me todo o seu amor. Só por favor, não morra no final tá, rsrsrsr
Mas ele não gostou da minha brincadeira e ficou serio.
– O que foi amor, não gostou? Foi uma brincadeira, porque ficou assim? Até parece que eu disse alguma verdade. Vamos para de bobeira, vem aqui pro seu mozão. Vem que eu entra nessa história.
Então ele sorriu e me abraçou forte, e me beijou de língua, como se o mundo fosse acabar ali.
– Se tivesse um frei aqui eu seria capaz de me casar com você agora, rs
– Mas não tem então teremos que esperar mais um pouquinho. rsrs – Disse eu a ele sorrindo.

Então ele me levantou e me pegou fazendo com que eu montasse nele. E assim colados, eu suspenso e grudado em seu corpo, de lábios unidos... ele caminhou ate a cama onde em deitou e delicadamente me tirou o resto de roupa. Retirou a sua camiseta e depois as outras peças enquanto eu o admirava e acariciava seu peito nu com a ponto dos dedos do meu pé.
Já todo nu, ele pegou meus pés retirando de seu peito e o beijou gentilmente. E com seus lábios apaixonados caminhos pelo meu corpo todo até encontrar-se com meus lábios e assim fazermos amor.

Pelo início da manhã eu acordei e o vi dormindo, era um anjo deitado em minha cama. Ao acordar ele olhou pra mim e sorriu dizendo:
– Ah mor, estais ai a me fitar? Assim eu me apaixono,srsr.
– Então quer dizer que não está apaixonado por mim? Então me usou? – sorrindo brinquei com ele.
– Deixa de coisa mor, to brincando com você, não sabe que sou louco por ti, que te amo de mais? – E falando isso me beijou. – Gostou da noite de ontem? Valeu como desejo realizado?
– Sim meu Romeu dos olhos de luz.rs
– Bem então devo partir antes que seus pais percebam que dormimos juntos.

Eu muito experto recitei o texto de Romeu e Julieta para ele:
– “Já vais partir? O dia ainda está longe. Não foi a cotovia, mas apenas o rouxinol que o fundo amedrontado do ouvido te feriu. Todas as noites ele canta nos galhos da romeira. É o rouxinol, amor; crê no que eu digo”.
Ele riu, e entrando na história respondeu:
– “É a cotovia, o arauto da manhã; não foi o rouxinol. Olha, querido, para aquelas estrias invejosas que cortam pelas nuvens do nascente. As candeias da noite se apagaram; sobre a ponta dos pés o alegre dia se põe, no pico das montanhas úmidas. Ou parto, e vivo, ou morrerei, ficando”.
– “Não é do dia aquela claridade, podes acreditar-me. É algum meteoro que o sol exala, para que te sirva de tocheiro esta noite e te ilumine no caminho de Mântua. Assim, espera. Não precisas partir assim tão cedo”.
– “Que importa que me prendam, que me matem? Serei feliz, assim, se assim o quiseres. Direi que aquele ponto acinzentado não é o olho do dia, mas o pálido reflexo do diadema da alta Cíntia, e também que não foi a cotovia, cujas notas a abóbada celeste tão longe ferem sobre nossas frontes. Ficar é para mim grande ventura; partir é dor. Vem logo, morte dura! Meu ‘Samu Julieto’ quer assim. Não, não é dia” srsrsr. – E caímos na risada juntos. E ele deitando de volta na cama me beijou e fizemos novamente amor. (...)



Foi assim que aconteceu. Foi assim que meu amor se declarou em sua primeira surpresa. Eu que não esperava nada, em teus braços me desfaleço de amor e prazer. Porque toda forma de amor, quando verdadeira, vale a pena!


Continua...

2 Musica tema deste Post: 
Romeu & Juliet (por André Rieu) - Love Theme original

I'm Kissing you (por Des'ree) - Love Theme from Romeu and Juliet
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Se Você perdeu os outros Capítulos, veja-os agora.... e fique por dentro de "A VIAGEM":

4ª Temporada:
Capítulo 1 - "Onde tudo começa, se chama amor" (VEJA AQUI).
Capítulo 2 - "Ciúmes (Se eu não tiver você)" (VEJA AQUI).
Capítulo 3 - "O Último Natal - Parte I" (VEJA AQUI).
Capítulo 4 - "O Último Natal - Parte II" (VEJA AQUI).
Capítulo 5 - "Um Réveillon e uma Descoberta" (VEJA AQUI).
Capítulo 6 - "Em Teu Silêncio" (VEJA AQUI).

1ª, 2ª e 3ª Temporada:
Todos os Capítulos da temporada 1 e 2: CLIQUE AQUI.
Todos os Capítulos da temporada 3: CLIQUE AQUI.
Especial de Reveillon (transição da segunda para a terceira): CLIQUE AQUI.



Abraço a todos...


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