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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Histórias GLBT Reais: Boa Noite Genro!


Olá pra todos, me desculpem a ausencia... mas vida de negócios não é facil.

Como prometido irei trazer relatos de pessoas que me escrevem ou que eu acho pela minha vida a fora.

Hoje conheceremos a história de Yago, um pai que descobriu na dor  a importancia que tinha seu filho GAY.

Deixem comentários:

Yago Sales
– Quero apenas a felicidade pai!
– Não aceito um filho gay. Prefiro sua morte a isso.
– Então morrerei – Despediu-se com lágrimas de dor.
            Assim foi o último diálogo que tive com meu filho Felipe. Ele tinha 18 anos quando veio com a história de que estava namorando. Fiquei feliz. Muito mesmo. Mas quando soube que ele trocava caricias com um homem, agi como um cão em fúria. Esgoelei, ofendi e o deixei escapar do meu amor.
            Felipe era muito inteligente. Lia de tudo. Era muito conhecido na cidade por ser caridoso, alegre, gentil. Escrevia e recitava poemas em teatros, escolas. Eu sempre desconfiei o fato de que ele só escrevesse. Não namorava, tampouco participava de jogos de futebol. Isolava-se entre o computador e a escola. Tinha apenas uma amiga, Jane, uma sapatão que vivia de mãos dadas com garotas do bairro.
Às vezes meu Felipe era voluntário na arte de fazer sorrir. Bastava pintar o rosto e colocar um nariz de palhaço e estava pronto para incendiar o hospital de câncer da cidade com gargalhadas. As criancinhas o adoravam. Eu vislumbrava sua felicidade de longe. Achava tudo aquilo estranho para um homem de verdade, mas entreguei-me ao orgulho de tê-lo como filho.
Fabricia, mãe de Felipe, nos deixou quando o garoto estava com cinco aninhos. Ela saia de casa quando escorregou e bateu a cabeça no meio fio. Morreu, após ficar por alguns dias no hospital. Felipe sofreu a perda da mãe de tal forma que escrevera um livro em homenagem a ela – esse jamais saiu dos arquivos do computador.
Os anos iam passando e eu sempre achei estranho o Felipe não ter se dedicado a nada daquilo que os garotões faziam. Embebedar-se, pegar o carro e sair com garotas. Ele sempre estava reservado no quarto escuro e oco. Muitas vezes o disse que seu quarto não fazia jus ao que ele era. O cômodo sempre escuro não transmitia a felicidade daquele bobo alegre. No Ambiente entristecedor, saiam textos tristes e gritantes.
Dia 15 de janeiro, estávamos postos ao jantar. Esmeralda, nossa empregada trazia uma lasanha feita exclusivamente ao Felipe. Aquele era seu prato favorito. Ele me chamou à atenção pelo olhar descontrolado.
– O que foi Felipe?
– Vou te confidenciar uma coisa.
– Pois então fale.
Silêncio.
– Vamos você está me deixando apreensivo Felipe.
Eu já imaginava o que ele me contaria. Minhas mãos minavam um liquido gelado e anunciador do nervosismo. Meu sangue desaparecia, meu coração corroia-se em dor.
Felipe me contou. O desestimulei a viver. Disse que preferiria vê-lo estrebuchado numa longa caixa de madeira envernizada, do que ter um filho agarrado encima do meu sofá com outro homem.
48 horas depois daquela conversa, estávamos eu e toda minha família, seus amigos, e até um garoto bonito e forte com pinta de bicha, deixando o cemitério, e ali, Felipe, ficava ao lado da mãe.
Hoje sinto muito a perda do Felipe. E preferiria dar boa noite todos os dias para meu genro, do que dar um adeus ao meu filho.




Abraço a todos...





BY ME S2 (S-FCSP)

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15 comentários:

  1. Se você tem uma história pra contar, me envie por email e eu publicarei com sua permissão!

    Se kiser eu não divulgo foto e nem nomes.

    Abraço

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  2. Obrigado por publicar meu texto BOA NOITE GENRO. Ganhei nessa semana um premio com ele.

    Abraços!

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    1. Que isso, vc escreve bem... e parabéns pelo premio, qual foi?

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  3. Prêmio Fica de Literatura. Prêmio Cultura Sesc. Prêmio Emblemático, do Ministério Publico de Goiás. E uns concursos, em categorias de segundo, terceiro e quinto lugar.

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  4. Ainda bem, um gay a menos no mundo. Se todos pudessem seguir o exemplo desse pai, seria tão bom...

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    1. SOU CASADA MÃE DE DOIS FILHOS UM MENINO DE 14 ANS E UMA MENINA DE 7 E NÃO CONCORRDO COM VC ANONIMO POIS JAMAIS QUERO PERDE-LOS.... VC DEVE SER MAIS UM DESSES IDIOTAS PREGADORES DA "MORAL E DOS BONS COSTUMES" E QUE DEVE SER LOUCO PRA SAIR DO ARMARIO... QUE DEUS TENHA MISERICORDIA DA TUA ALMA....ESPERO QUE VOCE NAO TENHA FILHOS....

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  5. Não concordo com o Anonimo ai em cim,se esse pai sente falta de seu filho que simplesmente queria ser feliz quem dira você?o homossexualismo não é doença qualquer um de nos pode ter um filho gay,meus pais tem um,eu,eu não posso contar a eles meu pai morreu a 5 anos e eu nunca pude ao menos dizer que o amava,se eu contar isso a minha mãe ela simplesmente não aguentara ja planejei o que vou fazer,quando encontrar um namorado irei partir mas deixarei uma carta a minha mãe,dizendo o quanto a amo direi coisas que nunca tive coragem a ela e a minha familia,so quero ser feliz e onde estou não é possivel,todos os meus amigos acham que sou hetero so alguns amigos virtuais sabem da minha sexualidade sempre fui admirado no colegio pelas meninas sou otimo nos desenhos poemas não sou bom em esportes mas adoro pedalar e correr tenho um corpo bom pra minha idade ninguem suspeitaria de que sou gay achariam que sou um cavalheiro mas gay nunca e descobri que era gay apos me interessar em uns amigo eu achava que era errado e nunca aprovei hoje sei que sou "normal" e que sou um homem comum tenho 15 anos e ja sou tratado como adulto e nunca pude ter minha infancia,so quem sabe a dor de não poder ser você mesmo são nos que somos "anormais" coisas que a sociedade rejeita por achar que é errado não sou nada alem de um homem que se interessa por outros e não ha nada de errado nisso errado é fingir ser uma coisa que não é pra aggradar a sociedade no dia que eu puder ser eu mesmo sem ser desumanizado ja que essa sociedade não sabe acolher um semelhante com uma escolha diferente e o ser humano ainda se diz o ser mais inteligente da terra mas nem conseguem aceitar uma diferença sexual....
    Assinado:ANDREW

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    1. Concordo com você ANDREW, homossexualidade não é doença... doença é o preconceito que é um virus que cega e nos conrrompe por dentro... e nos deixa ignorantes a vida. Eu não deletei os comentários deste anonimo (pois são varios comentarios) porque gostaria de ouvir se as pessoas pensam como ele ou não...eu gostaria que as pessoas utilizassem este espaço para defender o homossexualismo como vc fez. Se nos calamos, concentimos!

      E no proximo capitulo vou falar sobre assumir pra familia, achopq vc deveria ler! abração

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    2. http://diariodeumgay2010.blogspot.com.br/2013/04/capitulo-95-carta-de-um-gay-para-sua.html

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  6. é uma história q tds deveriam ler...minha mãe já disse várias vezes q preferia me ver morta doq com uma mulher. Agora eu e minha mãe estamos meio q distantes uma da outra, ñ gosto de ficar conversando com ella pois td vez ella dispara piadas sobre minha namorada, nem sei como vou dizer q vou casar em junho... + eu ñ posso viver a vida della se ñ serei infeliz o resto da vida.
    enquanto ao preconceituoso ai de cima: O PRECONCEITO PODE CEGAR + Ñ DEIXA SURDO, QUEM COSPE PRO ALTO CAI NA CARA, NUNCA SE ESQUEÇA QUE COM A MESMA INTENSIDADE QUE VC JULGA UM DIA SERÁ CONDENADO, SEU FILHO OU FILHA QUEM SABE? OU ATÉ MESMO VC EM UM MOMENTO DE CARENCIA

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    Respostas
    1. http://diariodeumgay2010.blogspot.com.br/2013/04/capitulo-95-carta-de-um-gay-para-sua.html

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  7. uma historia muito boa + muitm triste!

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  8. quem tiver historias e queiram compartilhar, é só me mandar um e-mail contando-a. garanto não revelar nomes caso não queiram. nosso blog é de total seriedade.

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  9. Texto maravilhoso, achei fantástico e muito triste :/

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