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sexta-feira, 9 de março de 2012

Capítulo 56: Camisinha com efeito de Viagra


Antes de tudo, peço desculpas pela minha ausência... Estive em grandes reuniões... O que? Ta pensando o que? Sou gay e importante!rs... É brinquedo não!

Antes de começarmos essa nossa conversa bem educativa, preciso diozer as mulheres que acessam meu blog: Feliz Dia Internacional das Mulheres. Vocês merecem... E logo nós, Homoafetivos, iremos comemorar nossa vitória sobre a conquista real de nosso espaço na sociedade... assim como vocês tem conseguido.

Mas vamos ao que interessa: SEXO.

Bom não é? Mas Só se for de CAMISINHA!

Há algum tempo atrás eu postei uma conversa sobre a OLLA (marca de camisinha) e sobre uma campanha em defesa a nós, homoafetivos, realizada por ela, vocês se lembram? (Para relembrara clique AQUI).


Mas você sabe o que realmente é? Seus prós e contras? Como usar? Vamos então, e no final teremos até um vídeo demonstrando.

O preservativo masculino, popularmente conhecido como camisinha, é o método contraceptivo mais utilizado no mundo. A camisinha possui uma grande vantagem em relação aos outros métodos: ajuda a prevenir não só a gravidez como também a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST).


O que é a camisinha?
A camisinha é um contraceptivo de barreira, ou seja, impede que as secreções penianas e vaginais entrem em contato. Deste modo, há possibilidade de prevenção não só da gravidez, como também das de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Outros métodos contraceptivos como os anticoncepcionais orais e o DIU, por exemplo, impedem apenas a gravidez, não influenciando no risco para DST.


Ela é vendida nas farmácias ou distribuída gratuitamente nos postos de saúde. Eu mesmo pego várias.

A camisinha é feita normalmente de látex ou poliuretano. Em média, uma camisinha possui 19 cm de comprimento, 5 cm de largura e 0,07 mm de espessura, existindo modelos com variações nas três medidas. Além dos tamanhos, as camisinhas podem variar no formato, cor, cheiro, sabor, lubrificação e presença ou não de espermicida.

Todas essas variações descritas acima afetam apenas na comodidade do usuário; nenhum destes fatores influencia na efetividade do preservativo, nem mesmo a presença de espermicida.

Na verdade, camisinhas com espermicida não são mais eficazes que camisinhas sem espermicida, e ainda estão mais relacionadas a ocorrência de infecções urinárias (cistites) nas parceiras e/ou parceiros. Atualmente, indicamos sempre camisinhas sem espermicidas.


Eficácia da camisinha
A eficácia da camisinha precisa ser avaliada de duas maneiras listadas abaixo. Das quais independente do modo, a eficácia da camisinha está diretamente ligada ao seu uso correto.

1) Eficácia da camisinha contra gravidez: 
Quando usada de modo correto, a camisinha apresenta uma eficácia de 98% contra a gravidez. Quando usada de modo intuitivo, ou seja, colocada sem maiores orientações ou cuidados, a eficácia cai para 85%.




2) Eficácia contra DST
O uso correto da camisinha é atualmente a principal arma na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. A sua eficácia varia de doença para doença, não podendo ser considerada 100% eficiente em nenhum dos casos. Por isso, além do uso correto da camisinha, é muito importante que o individuo evite comportamentos de risco, como ter múltiplos(as) parceiros(as) sexuais.

Os casos de transmissão costumam ocorrer naqueles casais sorologicamente discordantes, ou seja, um HIV positivo e outro HIV negativo, que têm relações sexuais freqüentes. Ainda assim, a camisinha é um excelente método de proteção. Um trabalho de 2001 acompanhou 587 destes casais e demonstrou que em apenas onze deles o(a) parceiro(a) acabou se infectando. Veja bem, estamos falando de pessoas que mantiveram relações sexuais freqüentes com parceiros infectados.

A camisinha também é eficiente na prevenção de outras DST, porém, com taxas de sucesso menores que contra o HIV. Entre as DST que apresentam significante redução na taxa de transmissão podemos citar:

- Gonorreia e da clamídia;
- Sífilis;
- Herpes genital;
- HPV;
- Hepatite B.

(Todas estas doenças nós discutiremos ainda, mais detalhadamente, em um outro post futuro... aguardem)

 
Se por um lado o papel de alguns grupos religiosos que são contra o uso da camisinha pode ser considerado irresponsável, por outro, campanhas de promoção do preservativo sem que haja o devido esclarecimento podem incentivar comportamentos de risco, o que por si só poderia reduzir os efeitos benéficos do uso freqüente de camisinha.



Prós e contras da camisinha

Prós:
- É um método contraceptivo imediatamente reversível.
- Protege contra gravidez e DST.
- São baratas, de fácil acesso e não requerem prescrição médica.
- É simples de ser usada.
- Pode ser carregada por homens e mulheres.
- Ajuda a controlar a ejaculação precoce.

Contras:
- Alguns homens se queixam de perda da sensibilidade do pênis.
- Alguns homens perdem a ereção quando se interrompem as preliminares para se colocar a camisinha.
- O seu uso pode levar a falsa impressão de proteção completa e sem falhas.
- Algumas religiões não permitem o seu uso.
- Alguns homens e mulheres são alérgicos ao látex.


Como usar a camisinha?
Para a camisinha ser um eficaz método de controle de natalidade e/ou de transmissão de doenças, ela precisa ser usada corretamente. Apesar de ser um método muito simples e praticamente intuitivo, algumas regras precisam ser respeitadas.

1- Compre camisinhas em locais autorizados, como farmácias e máquinas automáticas. Evite comprá-las em ambulantes ou em locais que estejam armazenadas incorretamente. No Brasil, atente para a presença do selo do INMETRO que atesta a qualidade da marca. Outro ponto importante é a data de validade do produto; se o envelope estiver danificado, recuse a camisinha.

2- A camisinha deve ser guardada em locais frescos, não úmidos e longe dos raios solares. O carro não é um bom local para armazená-las, a não ser que o mesmo permaneça sempre estacionado em locais cobertos. Na carteira, o tempo ideal é de no máximo um mês. Expô-las ao calor danificará o látex, favorecendo seu rompimento.

3- A camisinha é um produto descartável e de uso único. Mesmo que a segunda vez seja entre as mesmas pessoas, a camisinha não pode ser reutilizada.

4- Apenas abra o envelope da camisinha na hora que for colocá-la. Cuidado para não rasgá-la e evite materiais cortantes para abri-la.

5- Para reduzir o risco das DST a camisinha deve ser colocada antes que haja qualquer contato entre as genitálias, mesmo se ainda não houver intenção de penetração.

6- A camisinha só deve ser colocada quando o pênis estiver ereto.


Como colocar a camisinha?
Siga o passo a passo abaixo:
  • Tire a camisinha da embalagem com atenção para não danificá-la. Coloque-a quando a ereção estiver completa, mas antes da penetração. Não tente colocar a camisinha em um pênis não ereto. Ela ficará frouxa e poderá sair durante o ato sexual;
  • Prense com dois dedos o reservatório do preservativo, para retirar todo ar;
  • Encaixe-a na ponta do pênis e desenrole até a base, pressionando delicadamente com os dedos para evitar a entrada de ar. Se a camisinha não desenrolar facilmente é porque ela deve estar ao contrário. Troque o lado e reinicie o processo. Se colocada corretamente, o reservatório na ponta do pênis ficará murcho, sem ar. A camisinha deve ser sempre desenrolada o máximo possível, ficando bem justa na base do pênis;

  • Depois da ejaculação retire a camisinha segurando o anel elástico e pressionando-o contra o pênis para evitar vazamento. OBS: Uma vez que tenha ejaculado, termine a penetração antes que o pênis fique flácido, pois neste momento a camisinha pode ficar frouxa, permitindo que o esperma escorra pelos lados. Existe também o risco da camisinha sair e ficar dentro da vagina ou anus;
  • Dê um nó na ponta, embrulhe-a em um papel higiênico e jogue-a no lixo. Não jogue na privada, pois vai entupí-la com certeza.
  • Use uma camisinha nova e lave os órgãos a cada relação. A camisinha deve ser trocada sempre que houver mudança de sexo anal para sexo vaginal.
  • Às vezes, é necessário lubrificar a camisinha, em especial na penetração anal. Mas atenção: não use saliva (não é um bom lubrificante), nem lubrificantes oleosos ou à base de petróleo (vaselina, margarina, etc). Use lubrificantes a base de água (no mercado nacional temos disponível o KY gel e o PRESERV gel)

E se a camisinha estourar?
Apesar de ser um evento raro, o incorreto uso ou armazenamento da camisinha podem eventualmente levar a rompimentos ou vazamentos da mesma. Se a camisinha arrebentar antes da ejaculação, retire o pênis, lave-o com água e sabão (o mesmo para vagina) e troque de preservativo se quiser reiniciar o ato sexual. Se isto for feito imediatamente, o risco de gravidez e transmissão de doença é muito baixo. Atenção: mulheres devem evitar ducha vaginal na hora de se lavar.

Se a camisinha estourar após ou durante a ejaculação, o pênis deve ser retirado imediatamente e ambas genitálias devem ser lavadas.

Sempre que houver contato entre mucosas e secreções genitais há o risco de transmissão de DST. Se houve algum problema com a camisinha e você suspeita que seu (sua) parceiro(a) possa ter alguma doença venérea, procure um médico para receber orientações de como proceder.



Camisinha com efeito de Viagra
A novidade foi criada por uma empresa britânica com o objetivo de inventivar homens que têm dificuldade em manter uma ereção a usarem mais a camisinha, já que um estudo mostrou que esses homens usam menos preservativos do que a maioria (a camisinha comum diminui a sensibilidade).

Trata-se de um preservativo comum que vem recheada de gel vasodilatador.

A substancia é parecida com a do Viagra e outros medicamentos similares, mas tem uso tópico e local. O produto aumenta a circulação sanguínea no pênis, o que ajuda a ter uma ereção melhor e mais longa.

Segundo os estudos clínicos, os voluntários experimentaram ereções mais duradouras e um aumento do tamanho do pênis. Mas os homens que nãos e animem muito, de acordo com os fabricantes a camisinha-viagra é destinada apenas para quem tem disfunção erétil.

A camisinha está em fase final de aprovação para comercialização e deve começar a ser vendida no fim do ano na Europa. Por enquanto ainda não foram divulgados planos para vender o produto para outros mercados.


Ator pornô ensina a por camisinha, em vídeo
É isso mesmo, nada melhor do que vermos na prática como se faz não é?
Em dezembro foi comemorada o dia mundial do combate a AIDS. Na França, o ator pornô gay François Sagat resolveu fazer uma campanha para o uso de preservativo!

Só que François foi um pouso ousado demais, digamos… No vídeo da campanha, o ator aparece pelado ensinando na prática como colocar a camisinha de forma correta.
 
Eu achei explendoroso... Aprendi tudo. E acho que nunca mais irei esquecer o que vi!!!

OBS: proibido para menores de 18 anos (contém cena de nudez)



Fontes Consultadas:
·        >> www.famema.br
·        >>  www.mdsaude.com
·         


Abraço a todos...





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quarta-feira, 7 de março de 2012

Capítulo 55: Adoção entre casais Homoafetivos (GLSBT)



Muitos de nós nos perguntamos, os casais homoafetivos têm ou não tem o direito a ter filhos, e até mesmo a dotar filhos. Quem pode realmente julgar esta situação que cada dia se torna polemica e embaraçosa, mais pelo puritanismo e questões sociais, do que pela razão e emoção.

Eu sou homoafetivo também, e sei o que é ter o desejo de ter um filho. As pessoas nos confundem com aqueles cômicos “veados” que aparecem na TV, fazendo piada de sua própria situação humana. Transformam a mente das pessoas, onde homossexual ou é amigo fidelíssimo de uma mulher (do qual só serve para arrumar gatos para ela, ou ouvir suas confidencias mais banais), ou é legal porque é engraçado, ou por ultimo é algo desprezível (isso para os que ainda cultivam o preconceito, e o não entendimento que nem todo homossexual tem que ser caracterizado como a TV apresenta: uma mulher mal vestida e muitas vezes vulgar e sem respeito para com outro homem ou mulher). É lastimável, ser rotulado assim. Onde fica minha essência nesta hora? E quem eu sou realmente não é levado em conta?

Em minhas pesquisas sobre adoção entre casais responsáveis, que buscam um vida digna e respeitosa, mesmo sendo homossexuais... encontrei estas afirmações (as fontes podem ser consultadas por ultimo – E também uma dica de FILME SOBRE ADOÇÃO ENTRE HOMOAFETIVOS).

No site “Pai Legal” eles afirmam assim:

1. Considerações Iniciais
É sabido que o Direito nasce dos fatos sociais, das relações travadas entre os seres humanos. Assim dispõe o brocardo latino "ubi societas, ibi jus", o Direito está onde estão os homens, onde existe sociedade. Enfim, com lei ou sem norma, os fatos acabam por se impor perante o Direito, e este, tem que se adaptar a aqueles. No Direito de Família brasileiro pode-se exemplificar tal afirmativa com a edição de leis que vieram a regulamentar o divórcio e a união estável.

Porém, ainda existe uma certa ignorância do Direito em relação a alguns fatos sociais, como é o caso das uniões homossexuais ou homoafetivas. O cunho deste artigo vai um pouco mais além, quer remeter à possibilidade destes parceiros em adotar crianças, mesmo porque, alguns Tribunais brasileiros já vêm reconhecendo alguns efeitos patrimoniais a estas uniões.

Assim, cabe evidenciar os motivos que levam a uma resistência não só legal, mas também cultural e social, bem como considerar a chance dos casais homoafetivos em oficializar a adoção de crianças.

2. Razões da obstrução às uniões entre homossexuais
O primeiro motivo a ser considerado é de que o casamento como instituição, surgiu com o fim precípuo de procriar, concepção esta determinada pela própria Igreja, fazendo-se necessário, portanto, que as uniões fossem heterossexuais.

A Bíblia relata a passagem em que Noé, quando recebeu a ordem divina para recolher-se à Arca, devia fazê-lo, levando consigo sua mulher, além de seus filhos, e as mulheres de seus filhos e de tudo que vive, dois de cada espécie, macho e fêmea.

O homossexualismo já foi considerado inclusive doença mental ou crime. Seguindo esta lógica, a legislação brasileira considera casamento somente a união de caráter monogâmico e heterossexual, assegurando proteção estatal à união estável, também entre parceiros de sexos diferentes.


Portanto, sejam de fatores religiosos, históricos ou jurídicos, resulta-se em uma sociedade de cultura machista, excludente e preconceituosa com relação à união homoafetiva.

Eu abro um “parênteses" aqui para afirmar que: Isto tem, mudado com novas leis que possibilitam a união civil de homoafetivos, mas só mudou na possibilidade de se unirem, pois ainda sofrem exclusões.


3. Evolução legal
Em que pese a própria conformação da família tenha sido alterada, deixando de ser somente a tríade pai-mãe-filho, uma transformação cultural e também legislativa, já que a Constituição Federal reconhece como entidade familiar àquela monoparental, formada pela mãe e filho ou pai e filho, não haveria de ter óbice algum à adoção por casais homoafetivos.

A Deputada Federal Marta Suplicy é autora do projeto de lei n.º 1.151/95, que "Disciplina a união civil entre pessoas do mesmo sexo e dá outras providências", pretendendo assegurar aos homossexuais o reconhecimento da união civil, visando principalmente a proteção dos direitos à propriedade. Porém não pretende, nem de longe, equiparar esta união com o casamento, nem tampouco criar uma nova espécie de família, pois veda a adoção de crianças.

Já o Estatuto da Criança e do Adolescente, que regula a adoção de menores, não faz restrição alguma, seja quanto à sexualidade dos candidatos, seja quanto a necessidade de uma família constituída pelo casamento como requisitos para a adoção.

4. O Preconceito
O "mal" do preconceito prevalece sobre o "bem" da adoção O fundamental é que a adoção é uma medida de proteção aos direitos da criança e do adolescente, e não um mecanismo de satisfação de interesses dos adultos. Trata-se, sempre, de encontrar uma família adequada a uma determinada criança, e não de buscar uma criança para aqueles que querem adotar.

Assim, o aumento do número de adoções resolveria grande parte do problema das crianças órfãos de nosso país, visto que há um enorme contingente de menores abandonados, que poderiam ter uma vida com conforto, educação e carinho.

O preconceito entretanto faz com que a sociedade pereça, e muitas crianças sejam privadas de ter um lar, afeto, carinho, atenção. Precisamos romper a barreira da discriminação e permitir que o desejo da adoção, seja por casais homossexuais ou não, torne-se um instrumento efetivo na resolução dos problemas com as crianças que não tem lar, nem identidade.

É na adoção que os laços de afetos se visibilizam desde logo, sensorialmente, superlativando a base do amor verdadeiro que nutrem entre si pais e filhos. O que determina a verdadeira filiação não é a descendência genética, e sim os laços de afeto que são construídos, em especial na adoção.

5. Uma visão além fronteiras
A solução dada pela Desembargadora do Rio Grande do Sul, Maria Berenice Dias é notável. Não há qualquer impedimento no Estatuto da Criança e do Adolescente, pois a capacidade para a adoção nada tem a ver com a sexualidade do adotante, sendo expresso o art. 42 ao dizer: "Podem adotar os maiores de 21 anos, independentemente do estado civil". Devendo
prevalecer o princípio do art. 43: "A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando e fundar-se em motivo legítimo".

Apesar de raros, já existem algumas adoções por homossexuais no Brasil, porém ainda individuais. O juiz Siro Darlan, da 1ª Vara de Infância e Juventude do Rio de Janeiro permitiu que Marcos, mesmo tendo assumido a condição de homossexual fosse pai de João: "No caso de João, há muito que sonhava ter uma família. Mas, para crianças mais velhas e de cor negra como ele, nunca é tão simples ou rápido encontrar pais adotivos. Agora João conta com o pai Marcos e com o tio Alexandre. Em entrevistas a assistentes sociais e psicólogos, João deixou claro o forte desejo de manter a família que conquistou".

E evidente que adoção por homossexuais é possível e também justa. Não se pode negar, principalmente àqueles que são órfãos, o direito de fazer parte de uma família, de receber proteção e amor. E esses atributos são inerentes à qualquer ser humano, seja ele hetero ou homossexual.

A inadmissibilidade da adoção de crianças por casais homossexuais, só vem em prejuízo do menor, principalmente quanto o aspecto patrimonial, já que, sendo filho, passa a ter todos os direitos pertinentes à filiação, guarda, alimentos e sucessórios, que ao invés de ter em relação a duas pessoas, terá apenas em relação ao adotante.

Abro outro “parênteses” aqui: o preconceito cega as pessoas e não as deixam ver oq eu é melhor para o adotado, se fecham na mediocridade de que se um casal homossexual adota uma criança ela também se torna iguala  eles. Isso já foi desmentido em muitos casos reais. Mais uma vez é lastimável.


6. Últimas considerações
Vê-se que, se não todo, ao menos um pouco do preconceito já foi superado por alguns magistrados, e por alguns olhares menos incrédulos. Porém, ainda há muito que se fazer, não apenas pelos juízes ou desembargadores, mas também pelos legisladores, doutrinadores, ou, melhor dizendo, por cada cidadão deste país.

Cabe principalmente ao estudioso e profissional de direito a tarefa de tomar a iniciativa em tratar os homossexuais da mesma forma que os outros, encarando com naturalidade as nuances de uma opção não tradicional ou estigmatizada. Desde o atendimento no escritório, no gabinete ou no Fórum, até o convívio social, no supermercado, na universidade. Mas, fundamentalmente não ter medo de difundir esta idéia, porque seu papel é, sem dúvida, o de difusor das idéias novas e de romper barreiras.

Porque assim como a mulher precisou brigar por seu espaço tanto no mundo profissional, quanto precisou mostrar de que era capaz tanto quanto o homem, em todas as áreas da vida humana, assim os homossexuais acabarão por demonstrar que sua opção sexual não os impede de viver da mesma forma que todos os outros seres humanos.

E sábia afirmação de Giselda Hironaka: "Biológica ou não, oriunda do casamento ou não, matrilinear ou patrilinear, monogâmica ou poligâmica, monoparental ou poliparental, não importa. Nem importa o lugar que o indivíduo ocupe no seu âmago, se o de pai, se o de mãe, se o de filho; o que importa é pertencer ao seu âmago, é estar naquele
idealizado lugar onde é possível integrar sentimentos, esperanças, valores, e se sentir, por isso, a caminho da realização de seu projeto de felicidade pessoal."

A lição que fica é de que a coisa mais bonita é o sentimento que norteia uma criança no caminho do respeito a si mesma, do respeito aos outros e ao mundo, na busca por futuro mais tranqüilo, com profissão definida e sem violência. A verdade jurídica deverá ceder vez à imperiosa passagem e instalação da verdade da vida. Então, a adoção, se tomada por ato de amor e doação pode ser concedida também aos homossexuais individualmente ou aos
parceiros homoafetivos.


É perceptível que: “A Justiça no Brasil é hetero, há uma homofobia institucionalizada"... porém podemos quebrá-la. Lutando por isso, UNIDOS.

Conhecemos alguns casos de adoções homoafetivas, mas todas demoram anos, e a justiça sempre alega que Cada caso é um caso... e assim são poucos (e com condições financeiras favoráveis) que conseguem tal benefício. Mas apesar disto significar uma pequena luz no túvel, ainda temos que lutar mais e mais pelos nosso direitos em uym mundo que se julga “avançado”!


Continuando minhas pesquisas encontrei mais:

1 - Maioria dos brasileiros é contra a adoção de crianças por homossexuais
Pesquisa realizada pelo instituto Datafolha mostra que os homossexuais ainda sofrem discriminação pela sociedade brasileira, pelo menos no que diz respeito a adoção de crianças. Quando indagados acerca do assunto, 51% dos entrevistados se posicionaram contra a adoção, enquanto que 39% se dizem a favor. 6% são indiferentes e 4% preferiram não opinar.

Os jovens com a faixa etária entre 16 e 24 anos são os mais progressistas nesse sentido, já que 58% demonstram que são a favor da adoção de crianças por casais homossexuais, enquanto que 34% são contrários. Já os idosos se mostram mais conservadores. 68% deles são contrários e 19% favoráveis. Entre os menos escolarizados, 60% são contrários à adoção contra 28% favoráveis.

Opinião de religiosos: Entre as religiões, os evangélicos se mostram mais preconceituosos, já que 71% deles são contrários e 22% favoráveis. Entre os católicos, 47% se posicionaram contra e 41% a favor. Já entre os espíritas kardecistas a situação se inverte: 67% são favoráveis à adoção de crianças por casais homossexuais, contra 21% contrários.

O que diz a legislação sobre o assunto: Atualmente não há nada  que impeça a adoção por gays, mas devido ao conservadorismo existente na sociedade brasileira, é muito difícil um casal gay conseguir adotar uma criança. Existe até um projeto de lei tramitando na Câmara dos Deputados que objetiva proibir este ato.

A idéia partiu do pedagogo e deputado federal Zequinha Marinho (PSC-PA), e contraria decisões judiciais pelo Brasil, como a do juiz Paulo César Gentile, da Vara da Família de Ribeirão Preto, que em 2007 permitiu que um casal de cabeleireiros homens adotasse quatro irmãos com idade entre 4 e 10 anos


E você o que pensa???


2 - STJ reconhece validade de adoção por casal homossexual
Noticia de 27/04/2010 – vale à pena recordar (escrita por Rafael Moraes Moura – Estadão)

Em uma decisão histórica, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu por unanimidade a adoção de crianças por um casal homossexual de Bagé (RS). A justiça gaúcha já havia considerado a união homoafetiva em questão como uma família e autorizado que as duas crianças adotadas fossem registradas com os nomes das duas mães. O Ministério Público do Rio Grande do Sul, no entanto, recorreu da decisão, o que levou o caso ao STJ, em 2006. 

"Não se pode supor que o fato dos adotantes serem duas mulheres possa causar algum dano (à formação das crianças), dano ao menor seria a não adoção", disse o ministro João Otávio de Noronha, presidente da 4ª Turma. Ao criticar a atuação do Ministério Público do Rio Grande do Sul, ele afirmou que o MP devia ter considerado o interesse das crianças. 

Segundo ele, o entendimento não era uma preferência a hetero ou homossexuais, e sim para aquilo que "for melhor para as crianças".  O ministro destacou o fato de esta ser a primeira vez que o STJ julga recurso sobre adoção por casal homossexual. "Nesses casos, há de se entender que o interesse é sempre do menor, e o interesse dos menores diante da melhoria da situação social é a adoção."


3 - Casais gays preferem adotar crianças rejeitadas, diz estudo
“Os casais, por terem sido vítima de preconceito, se identificam com as crianças rejeitadas pelo sistema”.

O Instituto de Adoção Evan B. Donaldson, dos EUA, realizou um estudo publicado em outubro de 2011, que investigou o perfil das crianças adotadas por homossexuais, em 300 agências espalhadas pelo país. Segundo o estudo, os casais gays, adotam crianças em situações mais vulneráveis ou com características e idades diferentes das tidas como ideais pela maioria dos casais.

O estudo aponta duas hipóteses para este resultado. Os casais, por terem sido vítima de preconceito, se identificam com as crianças rejeitadas pelo sistema. Ou as agências estariam oferecendo as crianças de maior dificuldade de adoção aos casais gays.

Na pesquisa, em 60% dos casos, os casais adotaram crianças de raças diferentes e mais da metade das crianças adotadas tinham necessidades especiais. 10% das crianças deveriam ter mais de seis anos de idade – uma idade que apresenta menos probabilidade da criança ser adotada. Um quarto, 25%, das adoções, tinha mais de três anos.

O estudo estima que 65 mil crianças foram adotadas por casais gays no país e outras 14 mil vivam sobre guarda temporária com pais do mesmo sexo.



Abro uma outra observação: Os Homoafetivos são capazes de amar mais que os heteros? Seriamos nós capazes de dar amor a tais crianças rejeitadas, quando os heteros em sua maioria preferem os “Perfeitos”? Legal questionar isso não? Pena que não levam isso aos tribunais.








Dica Do SAMU-G@TO para complementar esta discussão:

Não quero me estender mais, mesmo tendo vontade, pois é um tema provocante em questão de defesa a nós, homoafetivos.

Mas quero deixar a dica de um filme que fala de tudo isso já discutido, principalmente da idade das crianças adotadas.

O filme se chama “PATRICK 1.5”. eu recomendo.

O longa mostra que o preconceito tem a mesma face, seja por aqui ou na Suécia, onde o casamento gay e a adoção de crianças por homossexuais são legalizados.

O filme conta a história do casal Göran (Gustaf Skarsgård), que é médico, e seu marido Sven (Torkel Petersson), publicitário e alcoólatra. Göran nunca teve relações com mulheres e sonha em ser pai. Sven é divorciado e tem uma filha adolescente. Ao se mudarem para uma pacata vizinhança de uma cidadezinha no interior da Suécia, eles começam a sonhar em formar uma família, o que inclui uma criança e um cachorro. Apesar de os vizinhos os tratarem bem quando estão juntos, pelas costas eles são hostilizados. Até o governo do país dificulta a adoção, negando por diversas vezes a autorização.

Até que um dia eles recebem uma carta informando que uma criança de 1 ano e meio – daí o título do filme: 1,5 – está disponível para adoção. Animado, o casal acredita que vai passar a criar um garoto com essa idade. Ocorre que, na tal carta, a vírgula foi colocada no lugar errado. Na realidade, trata-se de um adolescente de 15 anos, homofóbico e com histórico de agressões. E eles só descobrem esse equívoco quando o jovem Patrik (Thomas Ljungman) chega na casa deles.

Por outro lado, Patrik nunca teve uma família estruturada e vê no casal gay a chance de ter algo que, ao menos, se assemelhe a isso. A relação deles, apesar de caótica no início, vai se desenvolvendo conforme os dias vão passando. Patrik também é um excelente jardineiro, habilidade que adquiriu nos dez anos que passou no orfanato, fato que o ajuda a se relacionar melhor com seus novos pais e descobrir que ele pode ser amado e amar em uma família diferente.

Patrik 1.5 confirma um movimento que o mundo está descobrindo: os suecos sabem fazer cinema de qualidade. Exemplos disso são os excelentes Deixa Ela Entrar (2008), uma bela e tensa história de vampiros, e Os Homens que Não Amavam as Mulheres, um suspense forte e de rara inteligência. O mesmo acontece em Patrik 1.5. Em diversos momentos, o clima do filme também é tenso, mas sempre há um espaço para a ternura.

Assistam o filme ou faça o Doenload AQUI.

Treiller:



Fontes de Pesquisa:
Site: Pai Legal - Copyright © 1998-2001 Âmbito Jurídico. Todos os direitos reservados.
Permitida a reprodução desde que citada a origem.
www.ambito-juridico.com.br
&
Site: Conrado Paulino da Rosa -  Advocacia e Consultoria.
conradopaulinoadv.com.br
&
Site: Imperatriz Noticias
www.imperatriznoticias.com.br
&
Site: O Estadão
www.estadao.com.br



Abraço a todos...





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